Zumbido e DTM: por que essas condições aparecem juntas?

O zumbido e a DTM são condições que se apresentam comumente juntas, sendo que até 85% dos pacientes com zumbidos apresentam algum subtipo de DTM e cerca de 52% dos pacientes com DTM são acometidos com zumbido.

Existem vários subtipos e subclassificações de zumbido:
🔹 Objetivo ou subjetivo;
🔹 Único ou múltiplo;
🔹 Recente ou persistente;
🔹 Esporádico ou contínuo;
🔹 Pulsátil ou não pulsátil;
🔹 Uni ou bilateral;
🔹 Na cabeça;

A gravidade da dor crônica por DTM está associada com maiores níveis de depressão e com presença de zumbido.

Acredita-se que exista uma interação somatossensorial que explique a presença de zumbido e DTM com associação clínica. Provavelmente, ocorrem alterações no padrão de inibição e excitação das conexões entre as vias auditivas e somatossensoriais, associadas ou não à perda de audição, que geram a presença clínica da modulação somatossensorial. A associação clínica refere-se ao fato de que, quando a dor está mais intensa, o zumbido também piora — e vice-versa.

A maneira mais objetiva de verificar a presença desta modulação é por meio de uma avaliação por profissional especialista em DTM:
🔹 Anamnese: Identificar as queixas principais de dor e zumbido e suas características (início, frequência, duração, qualidade, intensidade, localização, o que piora/melhora);
🔹 Exame físico intrabucal: Excluir condições dentárias que possam justificar a presença de dor;
🔹 Exame físico extrabucal: Palpação e testes de provocação dos músculos mastigatórios e ATM em busca da reprodução da dor e da modulação do zumbido;
🔹 Exames complementares: Audiometria tonal limiar, audiometria de altas frequências e questionário sobre o impacto do zumbido na qualidade de vida.

Foto de Dra. Patricie Patto

Dra. Patricie Patto

CROSP 64124